
Quando se fala em gestão financeira empresarial, o fluxo de caixa aparece como uma das ferramentas mais poderosas e indispensáveis para a sobrevivência e crescimento de qualquer empresa.
Ele não é apenas uma planilha com números ou um registro de entradas e saídas, ele é o verdadeiro termômetro da saúde financeira do negócio.
Empresas que tem como premissa na sua gestão financeira acompanhar o fluxo de caixa conseguem antecipar problemas, planejar investimentos e tomar decisões estratégicas com segurança. Já aquelas que ignoram ou subestimam essa ferramenta, mesmo com bom faturamento, podem enfrentar dificuldades sérias de liquidez e até risco de encerramento das atividades.
De acordo com o Sebrae, um dos principais erros que levam empresas à falência está diretamente ligado à falta de controle adequado do fluxo de caixa. Isso acontece porque, sem essa visão clara e organizada, o empreendedor não consegue identificar gargalos financeiros, prever necessidades de capital ou ajustar a operação a tempo.
A dinâmica no caixa das empresas é sempre a mesma: dinheiro que entra e dinheiro que sai. E como esse fluxo financeiro acontece em prazos diferentes, é necessário antecipar este controle para evitar problemas de falta ou excesso de dinheiro no caixa.
E aqui, mais uma vez a necessidade de se utilizar o fluxo de caixa!
Então, se você quer utilizar o fluxo de caixa como um aliado estratégico e indispensável para os controles financeiros do seu negócio, continue por aqui.
O QUE É FLUXO DE CAIXA
O fluxo de caixa é o registro detalhado de todas as entradas e saídas de dinheiro em um determinado período de tempo. Ele mostra não apenas quanto a empresa está faturando, mas principalmente quando os recursos entram e saem, revelando se há capital suficiente para cumprir obrigações, investir no crescimento e manter a operação funcionando.
Ou seja, todas as movimentações financeiras de um período devem ser representadas no fluxo de caixa: receitas, despesas, contas a pagar, contas a receber, empréstimos, reembolsos, rendimentos ou desvalorizações de investimentos, entre outros.
Muitos empreendedores confundem lucro com fluxo de caixa. E aqui está um erro comum e perigoso:
- Uma empresa pode estar lucrando, mas ter sérias dificuldades para pagar contas no dia a dia se não souber controlar o fluxo de caixa.
- Da mesma forma, é possível estar com o caixa positivo em determinado momento, mas sem rentabilidade real a longo prazo.
Ou seja: o lucro está no papel, mas o fluxo de caixa está na prática. Ele é o retrato fiel da liquidez do negócio,que é a capacidade de honrar compromissos financeiros na hora certa.
E por que o fluxo de caixa é essencial?
Visão clara da saúde financeira: Permite que o gestor acompanhe de perto as movimentações de capital e saiba exatamente onde está entrando e saindo dinheiro.
Previsibilidade: Com o fluxo de caixa bem estruturado, é possível prever momentos de sobra ou escassez de recursos e agir com antecedência.
Tomada de decisão estratégica: Investir em expansão, cortar gastos ou negociar prazos com fornecedores só é possível com informações reais do caixa.
Prevenção de crises: Muitas empresas fecham não por falta de vendas, mas por má gestão de caixa. O controle adequado evita que imprevistos se transformem em problemas insolúveis.
Para ficar ainda mais claro, pense no fluxo de caixa como o sistema circulatório de uma empresa:
- O faturamento é o oxigênio.
- As despesas são os músculos que consomem energia.
- E o fluxo de caixa é o sangue que circula, garantindo que tudo continue funcionando.
Sem esse controle, a empresa pode até parecer saudável, mas basta um imprevisto ou atraso em recebimentos para que o negócio sofra um “infarto financeiro”.
Veja também: 6 ERRO NA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA
Além disso, segundo o Sebrae, a má gestão do fluxo de caixa está entre as principais causas da mortalidade precoce das empresas no Brasil, especialmente nos primeiros cinco anos de vida.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE FLUXO DE CAIXA E CONTROLE DE CAIXA?
Embora estejam intimamente relacionados, fluxo de caixa e controle de caixa não são a mesma coisa. Essa confusão é bastante comum entre empreendedores e pode comprometer a gestão financeira do negócio.
O controle de caixa é o registro diário (ou no máximo semanal) de todas as movimentações financeiras que envolvem entradas e saídas de dinheiro. Ele engloba:
- O caixinha físico da empresa;
- As contas bancárias;
- E os cartões de crédito/débito vinculados ao negócio.
Na prática, o controle de caixa envolve atividades como:
- Anotar toda entrada de receita e saída de despesa;
- Conferir depósitos e pagamentos recebidos;
- Realizar conciliação bancária para checar se o que está no extrato realmente bate com os lançamentos internos.
Ou seja, o controle de caixa é a base operacional, garantindo que todas as informações financeiras estejam corretas e confiáveis.
Já o fluxo de caixa é uma ferramenta gerencial mais ampla. Ele utiliza as informações do controle de caixa, mas vai além: organiza, projeta e permite prever a movimentação financeira futura.
Com o fluxo de caixa, o empreendedor e/ou gestor consegue responder a perguntas como:
- Vai faltar ou sobrar dinheiro no próximo mês?
- Posso dar mais prazo para meus clientes sem comprometer as contas?
- Preciso negociar novos prazos com fornecedores?
- Há necessidade de buscar capital de giro ou empréstimos?
- Quanto dinheiro tenho hoje disponível para investir?
Enquanto o controle de caixa mostra o que já aconteceu, o fluxo de caixa projeta o que ainda vai acontecer.
E, apesar de serem coisas diferentes, o controle de caixa e fluxo de caixa estão intimamente ligados à medida que o controle de caixa proporciona que as informações sobre a entrada e saídas de dinheiro tenham sido checadas e conferidas para serem alimentadas no fluxo de caixa.
Portanto:
- Controle de caixa = disciplina operacional (anotar e conferir tudo).
- Fluxo de caixa = visão estratégica (entender e planejar as finanças da empresa).
DIFERENÇA ENTRE FLUXO DE CAIXA E LUCRO
Um dos maiores equívocos na gestão financeira das empresas é confundir o fluxo de caixa com lucro. Embora ambos estejam relacionados às finanças do negócio, eles representam conceitos distintos e complementares.
Veja:
O lucro é o resultado final da operação, calculado pela fórmula:
Receitas – Despesas = Lucro
Se a empresa vendeu mais do que gastou, há lucro. Caso contrário, terá prejuízo. O lucro está diretamente ligado à rentabilidade do negócio, ou seja, à capacidade de gerar valor após descontar custos, despesas e tributos.
E o fluxo de caixa?
Já o fluxo de caixa mostra quando esse dinheiro realmente entra e sai da empresa. Ele não mede apenas se o negócio é lucrativo, mas se existe capital disponível no momento certo para pagar contas, salários, fornecedores e investir no crescimento.
Resumindo:
Lucro = resultado no papel.
Fluxo de caixa = dinheiro real disponível.
Por exemplo:
Uma empresa vendeu 100 mil em serviços em janeiro, mas grande parte desse valor será recebida em parcelas de 30, 60 e 90 dias.
No papel, você teve um ótimo resultado, podendo inclusive ter tido lucro.
Mas na prática, seu fluxo de caixa pode ficar apertado, já que o dinheiro ainda não entrou para cobrir os custos imediatos, como aluguel, folha de pagamento e fornecedores.
É exatamente nesse ponto que muitos empreendedores se confundem: ter lucro não significa necessariamente ter caixa positivo.
Então, entender a diferença entre o que representa o fluxo de caixa e o lucro de um negócio é vital porque empresas podem quebrar mesmo sendo lucrativas, simplesmente porque não conseguem honrar compromissos no curto prazo por falta de liquidez.
Por outro lado, um bom gerenciamento de caixa permite que o empreendedor mantenha a empresa saudável mesmo em momentos de menor rentabilidade, pois garante fôlego financeiro para atravessar períodos de turbulência.
6 VANTAGENS EM UTILIZAR O FLUXO DE CAIXA NAS EMPRESAS
- O fluxo de caixa permite que você saiba de onde veio cada real acumulado na conta.
- Com o fluxo de caixa é possível evitar o pagamento desnecessário de multas e juros por atrasos em títulos. Já que melhora a organização financeira da empresa.
- No caso dos títulos a receber, o fluxo de caixa auxilia na objetividade da cobrança. Isso porque quando um cliente atrasa um pagamento fica mais fácil a identificação. E assim o processo de cobrança é mais rápido podendo diminuir a inadimplência em sua empresa.
- Caso seja verificado que a empresa passará por dificuldades, o empreendedor e/ou gestor poderá buscar capital com melhores prazos, condições e taxas.
- Outra possibilidade é a projeção do fluxo de caixa. Com o uso do fluxo de caixa projetado é possível saber antecipadamente se a empresa terá capital para o futuro.
- Total auxílio nas principais tomadas de decisão do empreendedor e dos gestores com dados precisos e atualizados.
Leia Também: ESTRATÉGIAS na GESTÃO do FLUXO DE CAIXA para MOMENTOS DIFÍCEIS
O FLUXO DE CAIXA PROJETADO
O fluxo de caixa projetado é uma das ferramentas mais poderosas da gestão financeira empresarial. Diferente do fluxo de caixa realizado, que registra aquilo que já aconteceu, o fluxo projetado olha para o futuro, mostrando como estará a situação financeira da empresa nos próximos dias, semanas ou meses.
Para entender melhor, pense assim:
Fluxo de caixa realizado → mostra os dados históricos, ou seja, aquilo que já entrou e saiu do caixa.
Fluxo de caixa projetado → mostra o que ainda vai acontecer, considerando prazos de recebimento, pagamento de fornecedores, impostos, salários e investimentos programados.
Ambos são importantes, mas o projetado coloca o empreendedor em posição de antecipar cenários e não apenas reagir a eles.
Muitos empreendedores e/ou gestores que ainda não utilizam essa ferramenta por acharem complexa ou difícil, na verdade nem imagina o quanto ela pode evitar dores de cabeça e contribuir com a gestão do caixa da empresa.
Com ele, o gestor e/ou empreendedor conseguem responder perguntas estratégicas como:
- Haverá dinheiro suficiente para honrar todos os compromissos no próximo mês?
- Será possível investir em uma expansão sem comprometer o capital de giro?
- Existe risco de faltar caixa em alguma data específica?
- Qual será o impacto de dar mais prazo de pagamento aos clientes?
Essa projeção é fundamental porque muitas empresas quebram não por falta de vendas, mas pela falta de previsão do fluxo de dinheiro disponível. Ter essa visão antecipada permite agir antes que o problema aconteça, seja renegociando prazos com fornecedores, ajustando políticas de cobrança ou buscando crédito de forma planejada.
Além disso, o fluxo de caixa projetado também ajuda a identificar momentos de sobra de recursos, possibilitando que a empresa invista ou aplique o dinheiro de forma inteligente, aumentando sua rentabilidade.
Em resumo, o fluxo de caixa projetado funciona como um mapa financeiro do futuro, mostrando para onde o negócio está indo e quais ajustes são necessários no caminho.
COMO MONTAR UM FLUXO DE CAIXA PASSO A PASSO
Agora vamos a um passo a passo para você montar o fluxo de caixa na sua empresa.
1) Defina o escopo, a periodicidade e o horizonte de projeção
Comece respondendo a três perguntas:
- Escopo: Vou controlar caixa físico, todas as contas bancárias, cartões e gateways (ex.: maquininha, marketplaces)? → A resposta ideal é sim para todos.
- Periodicidade: O acompanhamento será diário (mais preciso) ou semanal (mínimo aceitável)?
- Horizonte: Projete pelo menos 90 dias. Negócios sazonais podem trabalhar com 6 a 12 meses.
2) Concilie o saldo inicial (base confiável)
Antes de projetar qualquer coisa, garanta que seu ponto de partida é real:
- Concilie o caixa físico e extratos bancários (incluindo tarifas e taxas de cartão).
- Lance diferenças encontradas (ajustes, estornos, tarifas).
- O saldo consolidado de hoje será a base do seu fluxo.
3) Mapeie todas as entradas previstas (receitas)
Liste o que efetivamente deve entrar no período:
- Contas a receber (duplicatas/boletos com vencimento por data);
- Cartões (considere prazo de repasse e taxas);
- Assinaturas/recorrências (churn, upgrades, reajustes);
- Contratos fechados ainda não faturados;
- Outras entradas: reembolsos, aluguéis recebidos, aportes, devoluções de garantia.
Exemplo: Se sua empresa vendeu 30 mil reais para receber em 3 parcelas mensais, no fluxo de caixa, a entrada deve ser considerada a coluna previsto nos próximos 3 meses.
4) Mapeie todas as saídas previstas (despesas e obrigações)
Crei grande grupos de saídas de forma que facilite a leitura e a decisão:
- Fixas (aluguel, salários, internet, contabilidade);
- Variáveis/operacionais (fornecedores, fretes, comissões, insumos);
- Tributos (Simples, ICMS/ISS, DAS/Guia por data correta);
- Financeiras (juros, tarifas, antecipações, financiamentos);
- Investimentos/Capex (equipamentos, reformas, software anual);
- Pró-labore e distribuição de lucros (se houver política).
Ponto de atenção: Itens sazonais (13º, férias, impostos anuais, seguros, renovação de licenças) costumam “estourar” o caixa quando não são provisionados. Crie provisões mensais para diluir o impacto.
Para saber mais: 7 ESTRATÉGIAS INFALÍVEIS PARA MELHORAR O FLUXO DE CAIXA
MONTANDO O FLUXO DE CAIXA PARA SEU NEGÓCIO
Com auxílio de uma planilha, caso não possua sistema gerencial, crie nas linhas a descrição das receitas (entradas) que sua empresa costuma receber.
Já nas colunas coloque dentro do período que pretende controlar (dias, semanas, quinzenas, etc.), a coluna previsto e outra coluna realizado. Para que você possa compará-las.
Agora na parte das despesas, relacione as principais despesas da sua empresa.
Como eu disse antes, você pode criar um “grande grupo” (categoria) que possa representar a somatória das despesas e, dentro dele, colocar a descrição mais precisa das despesas, como por exemplo, salário, dentro do Grupo folha de fixas, etc.
É importante assim, como na receita, na despesa, fazer o somatório delas. Totalizar o valor dos recebimentos e gastos daquele dia, para que se possa apurar o saldo.
O Saldo atual é o resultado da subtração das receitas menos as despesas daquele período.
O Saldo anterior, neste primeiro momento será toda disponibilidade que você tiver nos bancos e caixa.
O saldo final é o resultado da soma do saldo atual com o saldo anterior.
Nos próximos períodos o saldo anterior será o saldo final do dia anterior e deverá ser transportado para os demais períodos sucessivamente.
Veja aqui um exemplo do fluxo pronto!

OS SALDOS DO FLUXO DE CAIXA

Os saldos que são apresentados no fluxo de caixa, possibilita conhecer como se comportou a relação receita versus despesas e fazer a projeção disto. Então, podemos dizer, que estamos falando de um controle operacional financeiro.
Por exemplo, no caso do Saldo Atual. O seu resultado demonstra ou demonstrará (se for o projetado) que naquele período, que pode ser dia, se for um fluxo de caixa diário, se o negócio terá dinheiro suficiente para fazer frente às saídas.
Se o resultado for negativo, indica que não terá e, neste caso, terá que utilizar, caso tenha, o saldo anterior que vem se acumulando ao longo dos dias, sendo assim uma válvula de escape para o desencaixe entre o recebimento e os pagamentos.
Até aí, tudo bem, pois o negócio vai se mantendo com o saldo gerado em outros dias. E nos negócios é assim mesmo. O problema fica crítico, quando o Saldo Final começa a projetar negativo.
Isso quer dizer, que o negócio não tem como honrar seus compromissos com recursos operacionais. Por isso, disse que o fluxo de caixa, quando trabalhado corretamente, pode servir como controle operacional financeiro.
Porque o saldo de caixa é um retrato de um determinado momento e, analisando este momento, o empreendedor ou gestor, pode verificar se tem algum problema causado por sazonalidades, por exemplo, ou, se será necessário traçar estratégias financeiras para contornar o problema.
E, é justamente isso, que o trabalho com fluxo de caixa projetado possibilita aos negócios, a oportunidade de antever problemas e buscar soluções.
Veja também: DRE GERENCIAL E FLUXO DE CAIXA NOS NEGÓCIOS, AMIGOS?
COMO TER UM FLUXO DE CAIXA EFICIENTE NOS NEGÓCIOS
Mais do que preencher uma planilha ou lançar números em um sistema, ter um fluxo de caixa eficiente depende de cultura financeira, disciplina e ferramentas adequadas.
O objetivo é simples: garantir que o empreendedor tenha sempre uma visão clara e confiável sobre a saúde financeira da empresa, para tomar decisões seguras no presente e antecipar riscos no futuro.
Vamos então, conhecer práticas essenciais para tornar o fluxo de caixa realmente eficiente:
1) Construa a cultura da disciplina financeira
O primeiro passo para que o fluxo de caixa funcione é a mudança cultural dentro da empresa. Não adianta criar controles se eles não forem alimentados com rigor.
É necessário comprometimento com sua atualização e manutenção e para isso, possuir processos claros, que definam quem lança, quem confere e quem acompanha é indispensável.
Além disso, é necessário que todos estejam alinhados com a utilização da ferramenta, sabendo seus deveres e responsabilidades com o fornecimento das informações de forma tempestiva.
2) Mantenha informações organizadas e confiáveis
Cada lançamento precisa ser feito com clareza e classificação adequada. Isso significa:
- Categorizar receitas e despesas (ex.: fixas, variáveis, tributos, etc);
- Informar a data correta de recebimento ou pagamento;
- Lançar tanto o que já aconteceu (realizado) quanto o que está previsto (a receber e a pagar).
Tenha em mente que o fluxo de caixa só gera valor quando reflete a realidade, não pode ser um “palpite” ou uma versão distorcida das finanças.
3) Atualize o fluxo de caixa constantemente
Um erro comum em pequenas empresas é atualizar o fluxo apenas a cada 15 dias ou no final do mês. Isso descaracteriza totalmente a ferramenta, já que decisões importantes podem ser tomadas com base em dados defasados.
- O ideal: atualização diária.
- Alternativa mínima: atualização semanal (desde que nada fique para trás).
Com essa rotina, o empreendedor acompanha a tendência do caixa para os próximos dias, identifica variações rapidamente e pode agir antes que o problema aconteça.
4) Utilize ferramentas adequadas ao porte do negócio
Para empresas muito pequenas, planilhas podem ser suficientes no início. Porém, à medida que o negócio cresce, o risco de erro humano e a perda de tempo com tarefas manuais aumentam. É nesse momento que um sistema de gestão financeira se torna essencial.
Entre as vantagens de um sistema online, podemos elencar:
- Integração de contas bancárias, recebimentos e vendas em um só lugar;
- Redução de erros no lançamento;
- Relatórios automáticos para facilitar a tomada de decisão;
- Ganho de tempo para o empreendedor focar em estratégia, e não em digitação de dados.
Três boas opções no mercado brasileiro, que oferecem essas e outras vantagens, são:
BLING – Ótimo para quem também precisa integrar com vendas e estoque.
GRANATUM – Focado em gestão financeira, com relatórios claros e intuitivos.
EGESTOR –Indicado para pequenos negócios que buscam simplicidade e agilidade.
Um fluxo de caixa eficiente é resultado da união de pessoas, processos e tecnologia. Ele não depende apenas de lançar dados, mas de criar uma rotina sólida de gestão financeira que permita ao negócio crescer de forma sustentável.
Veja também: O GUIA COMPLETO DE GESTÃO FINANCEIRA NAS EMPRESAS
INDICADORES FINANCEIRO PARA O FLUXO DE CAIXA
Um fluxo de caixa eficiente não se limita a mostrar entradas e saídas de dinheiro. Ele pode (e deve) gerar indicadores financeiros que ajudam o gestor a avaliar a saúde do negócio, identificar riscos e enxergar oportunidades.
Esses indicadores são como uma “tradução” dos números do caixa em informações estratégicas, que permitem decisões mais seguras e assertivas.
Conheça alguns indicadores que você pode analisar no seu negócio:
Saldo de caixa disponível
Esse é o indicador mais básico, demonstra quanto dinheiro a empresa tem em caixa (considerando contas bancárias, dinheiro em espécie e aplicações de curto prazo). Ele é importante porque possibilita a empresa saber se tem recursos para honrar compromissos imediatos, como folha de pagamento, fornecedores e impostos.
Ponto de equilíbrio de caixa
Demonstra o valor mínimo de entradas necessário para cobrir as saídas previstas no período.
Por exemplo, se a empresa possui saídas mensais no valor de 50 mil, precisa garantir ao menos esse valor em entradas para não operar no vermelho. Com este indicador consegue manter o caixa sempre equilibrado e com fôlego financeiro.
Fluxo de caixa operacional
É o saldo gerado pelas atividades principais do negócio (sem considerar empréstimos ou aportes de capital). Esse indicador revela se o negócio “se paga sozinho” ou se depende de capital externo para se manter.
Mais do que calcular números, o empreendedor e/ou gestor precisa acompanhar a evolução desses indicadores ao longo do tempo. Isso permite responder perguntas essenciais como:
- A empresa está aumentando ou reduzindo sua dependência de capital externo?
- O saldo de caixa é suficiente para enfrentar imprevistos?
- Há períodos do ano em que o ciclo de caixa fica mais apertado?
Além disso, de utilizar indicadores para analisar o fluxo de caixa, outra estratégia de gestão financeira muito poderosa é integrar o fluxo de caixa ao orçamento empresarial.
INTEGRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA COM O ORÇAMENTO EMPRESARIAL
Muitos empreendedores ainda tratam o fluxo de caixa e o orçamento empresarial como ferramentas isoladas, quando na verdade elas se complementam e se fortalecem mutuamente.
O fluxo de caixa mostra a movimentação real do dinheiro, dia após dia, enquanto o orçamento empresarial projeta onde a empresa deseja chegar em termos de receitas, despesas, investimentos e lucratividade.
Quando esses dois instrumentos trabalham juntos, o empresário ganha uma visão estratégica muito mais clara e confiável. Isso porque não basta apenas saber quanto dinheiro entrou e saiu; é preciso também entender se esses números estão alinhados com o que foi planejado no orçamento.
Por que integrar fluxo de caixa e orçamento empresarial?
- Comparação entre o planejado e o realizado: O orçamento define metas financeiras, enquanto o fluxo de caixa mostra os resultados práticos. Essa integração permite identificar rapidamente se a empresa está no caminho certo.
- Ajustes de rota mais rápidos: Ao perceber diferenças significativas entre previsão e realidade, o gestor pode corrigir estratégias antes que os problemas fiquem grandes demais.
- Maior previsibilidade: O orçamento traz a visão de futuro, e o fluxo de caixa mostra a realidade diária. Juntos, oferecem um equilíbrio entre planejamento e execução.
- Decisões mais assertivas: Seja para investir, cortar custos ou negociar prazos, o empresário toma decisões com base em dados sólidos e consistentes.
Como fazer essa integração na prática?
Use o orçamento como referência: Ao projetar receitas, despesas e investimentos, crie também categorias semelhantes no fluxo de caixa. Isso facilita a comparação.
Crie relatórios comparativos: Registre no fluxo de caixa os valores reais e mantenha ao lado os valores previstos no orçamento. Essa análise lado a lado traz clareza.
Revise periodicamente: Mensalmente (ou até semanalmente, em negócios mais dinâmicos), analise as diferenças entre orçamento e fluxo de caixa. Pergunte-se: por que houve desvio? Foi um fator externo, falha no planejamento ou oportunidade não prevista?
Aprimore o próximo ciclo: quanto mais essa integração é praticada, mais realistas se tornam os próximos orçamentos e mais eficiente fica a gestão financeira.
Para saber mais: ORÇAMENTO EMPRESARIAL PASSO A PASSO
Ao longo deste artigo vimos que o fluxo de caixa vai muito além de anotações de entradas e saídas: ele é uma ferramenta estratégica capaz de mostrar a real saúde financeira da empresa, antecipar problemas, apoiar decisões e orientar investimentos.
Afinal, nunca é bom faltar dinheiro, mas, sobrar sem aplicar também não é um bom negócio.
Negócios que têm arraigado na sua gestão financeira o controle e acompanhamento do fluxo de caixa conseguem não apenas sobreviver em momentos difíceis, mas também crescer de forma sólida e sustentável. Afinal, quem tem clareza sobre seu caixa, tem clareza sobre suas possibilidades.
Manter um fluxo de caixa em pleno funcionamento e realmente útil para a gestão só é possível quando a empresa possui controles financeiros bem estruturados. Sem controles de contas a pagar, contas a receber, caixa e bancos funcionando de forma organizada, qualquer tentativa de projeção ou análise pode se tornar inconsistente.
É justamente por isso que criamos o Treinamento online Controles Financeiros para Empresas.
Nele, você vai aprender como controlar as finanças de uma empresa utilizando o fluxo de caixa como ferramenta de análise e previsão, integrada aos controles financeiros indispensáveis à gestão financeira. Para conhecer o treinamento acesse o link abaixo.
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